Carlos Adauto: Kaffe und Küchen * - Anexo - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônicas do Anexo 09/11/2016 | 07h31

Carlos Adauto: Kaffe und Küchen *

"Explicava que o café colonial tinha origem na necessidade de se comunicarem, quando eram recebidos com a mesa cheia de produtos da lavoura e da criação"

Para o primo Glauco Olinger, que há 93 anos é ecologista e preserva a natureza pela melhor qualidade de vida.

Já podíamos tomar um autêntico café colonial no Parque Hemerocallis ou Agrícola da Ilha. Agora, para distrairmos os netos, enquanto os pais atendem a outros compromissos, fomos ao Rancho Alegre, na Vila Nova, zona rural joinvilense, onde a família Janning explora, com espírito empreendedor, a sua propriedade com animais, como cavalos, pôneis, vacas, bezerros, coelhos, porcos e aves, que encantam as crianças e os respectivos ascendentes, ao murmúrio de cascatas formadas por cristalinas águas por toda a área. Mas, também, dão aulas sobre alimentação sadia a escolares. Infelizmente, embora o “Whatsapp de boca/ouvido” faça a publicidade que leva centenas de pessoas ao Rancho Alegre todas as semanas, a Promotur e o Convention & Visitors Bureau deveriam também ir lá e complementar o que falta de indicações (nomes de ruas/estradas e CEPs), ambos inserindo-o nos seus eventos.
Meu saudoso avô Victor Olinger dizia não ser colono, como os demais imigrantes seus companheiros de viagem, porque não nascera em Colônia, na Alemanha, e nem viera como tal, pois seu destino fora San Francisco da Califórnia. Mas, por erro de direção, viera para São Francisco do Sul. Deste, foi levado, meio na marra, para Barracão, no interior de Brusque, onde, para provar não ser colono, optou por ser comprador e vendedor de gado vacum e cavalar, fazendo, rapidamente, fortuna, que deixou para os filhos.

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Explicava que o café colonial tinha origem na necessidade de, assentados, se comunicarem, quando eram recebidos pelos vizinhos com a mesa cheia de produtos da lavoura e da criação. A tradição manteve o hábito, que se tornou uma fonte de renda e que está nos projetos da família Janning, já com o prédio bem projetado em estilo rural germânico, para mais esta atração do Rancho Alegre a partir de janeiro. Talvez até possamos ir saborear uma costela assada em fogo de chão, num local tão aprazível, com roda de chimarrão para destravar a língua, substituir os nefastos refris e fazer novas amizades. Fica a sugestão! Para se fugir à intoxicação pelo gás dos veículos que inundam a nossa cidade, além dos espigões que não nos melhoram a qualidade vida.

* Café e bolo, em alemão.

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