Simone Gehrke: Não existe fora! - Anexo - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônicas do Anexo11/10/2016 | 08h01

Simone Gehrke: Não existe fora!

"Como nos foi ensinado nos primeiros anos escolares, somos parte de um ecossistema e isso nos faz estar interligados a tudo o que nos cerca."

Simone S. Gehrke
Simone S. Gehrke

simoneg@edmlogos.com.br

"Vai jogar fora? Onde é fora? Não existe fora".

A Semana Lixo Zero, que terá sua edição anual realizada nos próximos dias em Joinville, escolheu com muita propriedade esta sentença, tão óbvia quanto didática, para abordar um dos pontos mais sensíveis do nosso modo de vida. Algo que – na dificuldade de encontrar uma saída razoável – muitas vezes optamos por ignorar.
Não é de hoje que nós, acostumados ao rápido crescimento das ofertas e das facilidades de consumo, custamos a entender que esta prática gera um ônus residual e que o descarte não traz a solução para o problema. Que não basta tirar aquilo que já não nos serve do campo de visão (ou, ainda mais fácil, deixar esta incumbência sob a responsabilidade de alguém que nos represente) para achar que cumprimos nossa missão em relação ao lixo que geramos, dando o assunto por encerrado.

Como nos foi ensinado nos primeiros anos escolares (e seria muito bom que tivéssemos a oportunidade de revisar com certa frequência), somos parte de um ecossistema e isso nos faz estar interligados a tudo o que nos cerca. Sempre que ousamos interferir no equilíbrio do ambiente, além de responsáveis pelas consequências, somos, de modo direto ou indireto, também impactados por elas. E a proporção deste impacto vem crescendo a cada ano, como temos experimentado no destempero das estações climáticas, tanto nos arredores de casa quanto nos quatro cantos do mundo.

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Se de alguma forma já começamos a nos tornar mais conscientes do que nossos pais – despertando para a necessidade de escolher produtos que possam ser devolvidos ao meio ambiente com o menor uso de recursos naturais possível –, é fundamental que se diga que isso é importante, mas não é tudo. Além de consumirmos melhor, a natureza também precisa de nossa contribuição para reduzir a velocidade e o volume do descarte. E a saída para esta segunda questão passa por algo um pouco mais difícil: desenvolver hábitos que nos possibilitem consumir menos.

Tudo isso nos faz refletir, de fato, sobre o quanto precisamos para viver. Sobre como podemos utilizar de outra forma aquilo que por muitos anos simplesmente encaminhamos para o lixo. Pois, se não existe fora, não temos alternativa a não ser encontrar um jeito de dar conta de todos os nossos restos por estas bandas. Aqui e agora.

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