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Patrimônio histórico26/08/2013 | 07h02

Trabalho de monitor: como atuam os assistentes culturais em museu de Joinville

Responsáveis por acompanhar os visitantes do Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, monitores têm a tarefa de educar por meio da história

Trabalho de monitor: como atuam os assistentes culturais em museu de Joinville Leo Munhoz/Agencia RBS
Turma da sétima série do ensino fundamental do Centro Educacional Construindo o Saber, de Balneário Camboriú, em visita ao museu Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Ao entrar no Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, algumas práticas são corriqueiras: assinar o livro de visitas (com nome completo, endereço e profissão, entre outros dados); deixar bagagens, se necessário, no guarda-volumes; dizer ao atendente o motivo da presença; e a instrução de que não é permitido fotografar nas dependências do ambiente. O que muitos não sabem é como funciona o processo por trás desse primeiro contato entre público e patrimônio da cidade.

Atualmente, dos 19 empregados do museu, sete são assistentes culturais e atuam como monitores. Trata-se de funcionários de carreira, admitidos por concurso público, e o cargo que ocupam tem exigência mínima de ensino médio concluído – 90% deles, no entanto, têm gradução em áreas como pedagogia, turismo, biblioteconomia e artes.

Além de realizarem o atendimento ao público, trabalham diretamente junto ao acervo institucional, com ações de conservação preventiva e higienização. Outros três estagiários, estudantes de história, dão suporte a todas essas atividades.

Mais do que guias, os monitores exercem papel educacional. A cada pessoa ou grupo que visita o museu, são aplicadas linguagem e abordagem diferenciadas.

A especialista cultural Elaine Machado é responsável pela capacitação da equipe. Periodicamente, ela organiza seminários temáticos e indica textos a serem estudados pelos monitores. Esses encontros são dedicados a pensar o atendimento e a dinâmica institucional do museu.

Grupos de até 45 pessoas – seja de turistas, projetos sociais ou escolares – podem solicitar agendamento de visita educativa, com a presença de guia, em média com um mês de antecedência.

Ao chegar, os visitantes são conduzidos ao auditório, onde, conforme explica Elaine, a equipe do museu realiza algumas provocações reflexivas e a construção de conceitos ligados ao local – como imigração, patrimônio, tombamento e etnias. O passo seguinte é subdividir as pessoas em grupos menores: cada monitor conduz, no máximo, 15 visitantes por vez.

Embora estejam à disposição do público geral, não é toda pessoa que conta com a companhia dos monitores. Sem se identificar, a equipe de reportagem do 'A Notícia' foi ao museu avaliar a recepção aos visitantes. No ambiente principal, enquanto alguns turistas observavam, sozinhos, os materiais expostos no andar térreo, duas jovens argentinas ouviam atentamente as explicações de uma das monitoras no piso superior.

Porém, ainda que a reportagem de 'AN' tenha andado livremente pelas diversas salas e corredores, todas as dúvidas levantadas foram prontamente respondidas. Em alguns espaços, como a casa em enxaimel nos fundos do terreno, alguém do setor educativo do museu ofereceu companhia e contou, em detalhes, a história do ambiente.

Placas em boa parte do acervo são bem informativas, mas a segunda visita do 'AN' ao museu, com uma turma de alunos da sétima série e acompanhada por uma monitora, revela a importância e a necessidade do trabalho exercido por esses assistentes culturais – que podem tornar o passeio ao espaço público mais agradável e rico em aprendizado.

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