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Comportamento08/06/2013 | 07h12

Sua relação amorosa deixou de ser saudável e passou a uma obsessão?

Descubra como reconhecer os sinais de que a paixão virou doença e a ajuda se torna necessária

Sua relação amorosa deixou de ser saudável e passou a uma obsessão? Stock Photos/Divulgação
Pessoas que mantém esse tipo de relação não vivem tranquilamente, exigindo atenção do companheiro o tempo todo Foto: Stock Photos / Divulgação
Você já viveu uma história de paixão e amor? Então possivelmente sabe o quanto é complicado manter a estabilidade no relacionamento, principalmente quando o amor torna-se uma obsessão. Uma pessoa que não consegue parar de pensar na outra e arrisca deixar trabalho, parar o estudo, sair de casa e até mesmo abandonar os seus próprios sonhos para ir atrás de quem ama, pode demonstrar indícios de sofrimento psicológico e de necessidade de ajuda profissional. O desespero de não estar com a pessoa amada é tanto que se aproxima de uma dor física, e vem acompanhado de desconfianças e insegurança.

— A paixão obsessiva ocorre normalmente em mulheres que têm histórico de baixa autoestima ou que já passaram por muitas perdas afetivas. Quando a mulher ou homem fazem o possível e impossível para agradar ao outro, pode significar que são inseguros e têm autoestima muito baixa — destaca a psicóloga Josiane Candido Porto de Melo.

Como consequência, a relação se deteriora e a pessoa se torna codependente da outra. Segundo a especialista, pessoas que mantém esse tipo de relação não vivem tranquilamente, pois não possuem controle sobre seus pensamentos e sentimentos, exigindo atenção do companheiro o tempo todo.

Quando repensar uma relação amorosa?

Para Josiane, é a partir do momento em que o casal não consegue preservar as individualidades. As pessoas podem se tornar obcecadas, não respeitando os limites e passando a desenvolver os mesmos hábitos e hobbies que o outro. Isso pode acabar com um relacionamento saudável. Além disso, existe uma dependência emocional que os fazem sentir-se incompletas sem o parceiro(a). Têm pouco amor-próprio, são muito autocríticas e sentem-se magoadas facilmente.

— Se você se preocupa intensamente com a outra pessoa, precisa estar perto o dia todo, se sente perdido quando não consegue estar junto dela, precisa do amor exclusivo e absoluto do seu companheiro e vê os amigos e familiares como inimigos, é hora de procurar ajuda — revela a psicóloga.

Quem ama obsessivamente acaba perdendo muito na relação, porque deixa de aproveitar os prazeres do amor, já que está sempre preocupado em controlar e ansioso pelo medo de ser abandonado. E quem é amado também perde por não usufruir a relação e por se sentir sempre sufocado, vigiado, sem liberdade até para um bate-papo com os amigos.

— Para ambos os parceiros há um grande sofrimento, mas normalmente aquele que é depositário de toda essa carga emocional, aos poucos tende a se afastar, o que é o oposto do que o outro deseja e espera. A relação amorosa deixa de ser saudável e as atitudes obsessivas podem colocar um ponto final na relação do casal — diz Josiane.

Relação obsessiva e terapia

Quando a pessoa vivencia a experiência amorosa de forma obcecada ela não desenvolve vida própria, não tem seus próprios sonhos e vive conforme os desejos do outro. Normalmente, essas pessoas não desenvolvem suas próprias relações, pois estão obcecadas em vigiar a vida do parceiro. Além disso, não aceitam que o outro desenvolva nenhuma atividade que fuja ao seu controle total e absoluto.

— Quem vive uma situação de sofrimento no amor precisa procurar ajuda terapêutica e cuidar-se o quanto antes. É importante a assistência psicológica ou psiquiátrica para uma avaliação do contexto. Em alguns casos pode haver a necessidade de medicamentos para controlar a ansiedade e os pensamentos negativos recorrentes — aconselha a psicóloga.

Quando o amor vira nó, já deixou de ser laço

De acordo com Josiane, parafraseando Mário Quintana: "O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço". Caso você identifique sua relação amorosa com características de obsessão, fique atenta para identificar se você precisa de ajuda para amar sem sofrer:

Você costuma sentir angústia, taquicardia ou suor quando o parceiro não está por perto ou quando vocês estão brigados?

Costuma se preocupar de maneira excessiva com a vida do companheiro?

Não consegue diminuir a atenção e o cuidado que presta ao seu par o tempo todo?

Gasta muito tempo para controlar as atividades do parceiro, em ações como ligar para ver onde ele está?

Deixa sempre de fazer coisas das quais gosta por causa do relacionamento?

Caso positivo, não hesite em buscar ajuda para conseguir controlar esses sentimentos obsessivos e assim pode viver um relacionamento amoroso tranquilo e saudável.

DIÁRIO CATARINENSE

 

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