Conheça os grandes nomes do rádio joinvilense - Anexo - Cultura e Variedades - A Notícia

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Dia do radialista07/11/2012 | 05h32

Conheça os grandes nomes do rádio joinvilense

No dia do radialista, saiba o que inspira e o que pensam as vozes mais famosas do rádio de Joinville. E não se esqueça de conferi-las no AN.com.br



Ramiro Gregório da Silva (ouça aqui)

Ele é, provavelmente, um dos nomes mais icônicos do rádio joinvilense. O blumenauense se mudou para Joinville depois de passar por Indaial, Gaspar e Brusque instalando rádios e de experiências como locutor em Curitiba, Jaraguá e Blumenau.

Em Joinville, instalou a Rádio Cultura AM e FM. Integrou a equipe da Rádio Colon AM, como redator e comunicador, acionista e superintendente da Rádio Difusora AM e, simultaneamente, das Rádios Guarujá e Antena 1, em Florianópolis. Foi secretário de turismo de Barra Velha e Joinville, implantou a Rádio Udesc Educativa e trabalhou na implantação da Rádio Joinville Cultural.

Data de nascimento: 9 de agosto de 1935 (77 anos)

Onde nasceu: Blumenau.

Há quanto tempo é radialista
"Há 60 anos, desde fevereiro de 1952."

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Eu tinha uns 17, 18 anos, e isso aconteceu assim: eu achava muito bacana o trabalho em rádio, ia para a rádio Jaraguá, que era a única em Jaraguá do Sul, e ficava do lado de fora mesmo. Mas achava maravilhoso o trabalho dos locutores, dos cantores que se apresentavam ao vivo... Aí fui pra Curitiba e comecei a me envolver com as rádios de lá, comecei a fazer uns trabalhos de locução. Então apareceu a oportunidade de voltar e trabalhar na rádio Jaraguá."  

Quem o inspirou para se tornar radialista
"O Augusto Sílvio Prodel, que era diretor da Rádio Jaraguá. Ele me deu a primeira oportunidade de trabalho e, depois, o chamei para ser padrinho do meu casamento."

Momento marcante da carreira
"Foram muitos, principalmente no exterior. Eu transmiti o lançamento da Apollo 11 (o foguete que levou os primeiros homens que pisaram na Lua). Nem fui para lá para isso, viajei para os Estados Unidos para acompanhar a Vera Fisher no concurso de Miss Universo. O lançamento da Apollo 11 foi no dia seguinte, então fomos assistir."  

Bordão
Não tem.

Quais os planos para o futuro
"Plano é continuar descansando, mas estou sempre 'metendo o nariz' onde não sou chamado. É só me dar um microfone na mão. Ficar em casa o tempo todo não dá, aí a gente acaba brigando com a mulher, né?"

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"Eu espero que melhore, porque o rádio aqui já foi muito bom. Acho que as emissoras deviam ter mais cuidado com a qualificação dos seus profissionais. Hoje o apresentador tem que sair pra vender - no meu tempo, tinha gerente de vendas. O locutor só tinha que cuidar de transmitir a informação."



José Eli Francisco (ouça aqui)

Presidente do Sindicato dos Radialistas Profissionais do Norte/Nordeste de Santa Catarina. Está afastado do rádio joinvilense há quatro anos e há 23 é presidente do sindicato.

Data de nascimento: 11/04/1944 (68 anos) 

Onde nasceu: Camboriú (SC)

Há quanto tempo é radialista: 53 anos

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Foi na Rádio Cultura de Joinville. Fiz um teste e fui aprovado. Logo ingressei em 1960, quando a rádio estava há seis meses no ar. Eu era locutor e operador."

Quem o inspirou para se tornar radialista
"Quando eu trabalhava no jornal 'A Notícia', eu tinha um amigo chamado Realcy Silveira. Ele era diretor do jornal e era uma pessoa extraordinária, responsável pela gráfica e editor. Me tratava como se fosse um filho. Na época eu estava com 14 anos. Ele achou que eu tinha uma voz bonita. "Por que não faz um teste na Rádio Cultura que está estreando agora?" Eu fui, fiz o teste e fui aprovado. O Jota Gonçalves, que era o dono da rádio, gostou da minha voz, mas foi o filho dele quem fez o teste, o Aloísio." 

O que escutava no rádio quando era criança
"Aprendi a gostar do rádio com a minha mãe, dona Ana. Foi ela quem me deu a inspiração e me mostrou que o rádio era uma coisa bonita de se ouvir e acompanhar. Eu tinha meus herois, acompanhava as novelas, os programas de auditório." 

Momento marcante da carreira
"Depois de servir a comunidade ser reconhecido pelo Poder Legislativo e ter recebido o título de Cidadão Honorário de Joinville. Também tive o título de Comendador da Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão). E nacionalmente ter recebido o Prêmio Manoel de Nóbrega, em 1976, como um dos melhores locutores do Brasil."

Bordão
"Bom dia, estamos em sintonia com o show das 10. Dona de casa, bom dia."

Quais os planos para o futuro
"Eu prefiro continuar servindo a minha cidade e a minha categoria, enquanto ela continuar achando que eu sou útil. Ainda tenho vínculo com a Rádio Cultura, mas eu acho que não pretendo voltar para o rádio. Seria só mais um saudosista. A nova classe de profissionais que está ingressando está cumprindo muito bem o seu papel."

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"Um futuro cada vez melhor. O rádio é muito forte em Joinville, sempre foi e sempre será. Ele ainda mexe com o imaginário das pessoas e as entretém. Em Joinville, particularmente, tem que passar pelo rádio para ter uma confirmação se a noticia é verdadeira ou não."



Wilson Leonel Pinto de França (Wilson França) (ouça aqui)

Da Rádio Cultura AM, é narrador e apresentador do "Bola Na Rede", de segunda a sexta-feira, das 17h40 às 18 horas.  

Onde nasceu: 27/04/1949 (63 anos)

Naturalidade: União da Vitória (PR)

Há quanto tempo é radialista: 48 anos

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Eu tinha um jornal rodado em mimiógrafo num colégio franciscano. Eu tinha 13 para 14 anos. Fui para a rádio para ser redator de notícias. Logo na primeira semana fazendo isso, aconteciam os jogos estudantis da primavera, que a rádio transmitia o dia inteiro, principalmente vôlei e basquete. Eu buscava as escalações dos times. Um daqueles locutores que estavam narrando, simplesmente olhou pra mim, perguntou o meu nome e me anunciou, sem avisar, para estrear na transmissão do vôlei. Consegui transmitir o jogo pela manhã. A noite já estava escalado para transmitir o basquete."

O que escutava no rádio quando era criança
"Minha mãe escutava muito rádio e peguei o hábito em função dela. Era fã da equipe 1040 da Rádio Tupi de São Paulo, que tinha Pedro Luís, Otávio Pimentel, Joarez Soares e Mário Morais. Minha mãe escutava muito a Rádio Nacional do Rio de Janeiro."

Momento marcante da carreira
"Foi na década de 80, com as transmissões das decisões em que o Joinville foi campeão. Outra coisa foi a estreia na Rádio Clube Paranaense."

Bordão
"Nosso, nosso, nosso". Saiu de um jogo que eu tava transmitindo na Rádio Clube Paranaense, entre Flamengo e Londrina. Era um jogo com muitas rádios no Estádio do Café. O cara que transmitia ao meu lado, da Rádio Globo do Rio, a cada gol do Londrina (que venceu o Flamengo por 3 a 0) ele gritava "nosso, nosso, nosso" e eu não entendia. Depois que o jogo terminou, eu estava no carro e coloquei na Rádio Globo do Rio e eles estavam reprisando. O cara falava "golaço, aço, aço". Depois que vim para Joinville senti que poderia usar esse bordão já que era o único time que tinha na cidade. Outro que eu tinha era quando tinha um programa de música. Eu dizia "esta é uma sucessão sucessiva de sucessos, sucedidos que se sucedem sucessivamente". -

Quais os planos para o futuro
 "O rádio é um negócio que não sai nunca de você, então não faço planos para o futuro. Tenho sonhos. Talvez o maior é apresentar um programa de variedades novamente. Outro é escrever crônicas ligadas ao cotidiano, interligadas ao futebol."

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"O rádio pode ter um bom futuro, mas até um bom tempo eu não pensava assim. Depois do surgimento da faculdade de comunicação, você pode ver que pode haver uma renovação com qualidade. Só uma coisa que eu temo é que não existe uma pré-qualificação de quem contrata. Se dá muito mais valor ao sujeito que traz o patrocínio do que a quem tem talento."



Ney Rosa, 89 FM (ouça aqui)

Apresenta os programas "89 Esportes", de segunda a sábado, das 10h50 às 11h30; e "Chora Cavaco", aos domingos, das 11 às 14 horas.

Idade 50 anos

Onde nasceu Corumbá (MT). Foi criado no Rio de Janeiro.

Há quanto tempo é radialista 23 anos

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Fiz o primeiro teste na rádio Cultura em Joinville e não fui aprovado. Três meses depois comecei na antiga Floresta Negra com um programa musical." Quem o inspirou a ser radialistas? "Quando eu era criança, minha mãe ouvia todos os dias a rádio Globo do Rio de Janeiro. Foi ouvindo Aroldo de Andrade, que apresentava um programa de variedades, que despertei a vontade de ser radialista. Conforme fui crescendo, as pessoas também diziam que eu tinha voz para isso. Na verdade, eu sempre quis ser locutor esportivo, para poder narrar um gol do Zico.

Momento marcante da carreira
"Todo dia é importante. Cada programa." Bordão "Quando me despeço dos ouvintes, mando um beijo pra minha gata Luiza (filha) há 21 anos, desde que ela nasceu. Agora também mando um beijo para o Arthur, 18 anos, (filho)."

Quais os planos para o futuro
"Tenho diminuído os programas. Mas pretendo ficar com o 'Chora Cavaco', que é meu xodó."

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"Vejo de uma maneira positiva. Apesar da tecnologia, o rádio continua forte na cidade."



Aymoré do Rosário, Cultura AM (ouça aqui)

Apresenta a "Ronda Policial", de segunda a sexta, das 12h30 às 14 horas.

Idade 72 anos

Naturalidade Joinville

Há quanto tempo é radialista 42 anos

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Foi como operador de som na rádio Difusora. Fiz esse trabalho durante três anos. Depois passei para a redação das notícias, onde fiquei mais cinco anos até me tornar radialista."

Quem o inspirou a ser radialista?
"Sempre gostei muito de ouvir rádio. Lembro do Assis, que apresentava um programa policial na Cultura, programa que durava cinco minutos. Quando fui para a Difusora, ia buscar matéria na Polícia Militar para ele. Foi quando comecei a me espelhar nele."

Momento marcante da carreira
"Em 1977, na época em que havia muitos incêndios criminais em Joinville. Perdemos o amigo jornalista Luís Mauro Correia. Ele pegou um táxi para seguir os bombeiros e acabaram batendo. Ele foi meu grande professor."

Bordão
"O maior é Zé Guedé. Mas a maioria vem na hora. 'Gataiada' e 'hoje o compadre vai' também são fortes."

Quais os planos para o futuro
"Penso em deixar o rádio. Já estou com idade para me encostar. Mas penso que se eu sair, o que eu vou fazer?"

Como vê o futuro do rádio joinvilense
 "Hoje não tem muito radialista. A maioria são jornalistas que não tem aquela pegada de radialista. No nosso tempo havia grupo e redatores. Hoje em dia está uma salada."



J. Martins (ouça aqui)

Trabalhou em Florianópolis e no Rio de Janeiro antes de se mudar para Joinville.

Aqui, atuou na Rádio Cultura AM e FM. De 2004 a 2011, apresentou o programa "Manhã da Globo" na Rádio Globo AM de Joinville. Atualmente, é locutor na Rádio Joinville Cultural FM.

Data de nascimento: 6 de julho de 1953

Onde nasceu: Nasci em Tijucas, mas só nasci lá. Fui muito pequeno para Florianópolis.

Há quanto tempo é radialista "Desde 1975, quando fui contratado pelos Diários Associados."

Qual foi a primeira experiência no rádio
"Eu fazia a divulgação de discos quando o superintendente dos Diários Associados me chamou para trabalhar lá (Rádio Jornal A Verdade). Fiquei uma semana sem dormir, preocupado com o programa que ia apresentar, porque não tinha experiência. Eu apresentava um programa de música popular brasileira - sempre fui apaixonado por música brasileira - que ia ao ar às 17 horas. A primeira música que toquei foi "Travessia", do Milton Nascimento."

Quem o inspirou para se tornar radialista
"Eu gostava muito do Hélio Ribeiro, que tinha um programa de música na Rádio Bandeirantes. A referência era a Rádio Mundial e a Rádio Brasil, ainda não tinha FM naquela época."

Momento marcante da carreira
"Foi quando eu trabalhei no Rio de Janeiro e fui chamado para substituir o Francisco Carioca na Rádio Globo por 15 dias. Eu estava numa cidade em que tinha 10 mil pessoas para fazer aquilo, mas me chamaram e isso me deu muito orgulho. E esse presente agora de trabalhar na Rádio Joinville Cultural e estar em contato com os artistas e com a arte local também."

Bordão
"Não tenho. Passei muitos anos por muitas experiências e a gente vai lapidando o trabalho. Não faz meu estilo ter bordão."

Quais os planos para o futuro
"Continuar no rádio, que é minha paixão. E, em paralelo, fazer meu trabalho com os livros. Participo de um grupo muito grande, com pessoas do Brasil, de Portugal e outros países de língua portuguesa. Nós digitalizamos os livros e distribuímos para quem tem deficiência visual. É uma briga muito grande que fazemos pelo acesso à leitura."

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"Joinville teve algumas etapas diferentes, sempre vêm a questão financeira: trabalha quem consegue patrocinador. Este pecado o rádio ainda está fazendo, mas o lado bom é que agora estão crescendo as rádios segmentadas, como a rádio Udesc."



José Roberto Pereira (Betão), Mais FM

Apresenta "Black Incal", aos domingos, das 22 horas à meia-noite.

Idade 52 anos

Naturalidade Joinville

Há quanto tempo é radialista 33 anos

Qual foi a primeira experiência no rádio
 "Black Incal" foi a primeira e única experiência.

Quem o inspirou a ser radialistas?
Não tenho uma inspiração.

Momento marcante da carreira
"Considero importante ser o primeiro da cidade a entrevistar bandas locais em uma rádio FM. Isso foi na década de 1980." Bordão "Aí gente boa".

Quais os planos para o futuro
"Hoje trabalho em outras coisas. O programa na rádio deixou de ser um hobby para ser uma responsabilidade. Espero ficar mais uns cem anos na mesma linha."

Como vê o futuro do rádio joinvilense
"Vou continuar trazendo novidades. O 'Black Incal' toca o tipo de música que os ouvintes não encontram na internet para baixar, por isso tem um longo futuro. Meu programa já está na terceira geração de ouvintes."

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